"Reparai: [ ... ] entre o semeador e o que semeia há muita diferença: (..) o semeador e o pregador é o nome; o que semeia e o que prega é a ação; e as ações são as que dão o ser ao pregador. Ter o nome de pregador, ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo. [ ... ]
Hoje pregam-se palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obras são tiros sem balas; atroam, mas não ferem. O pregar que é falar, faz-se com a boca; o pregar que é semear faz-se com a mão.
Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras".


Pe. Antônio Vieira

25 agosto 2011

Modelo de Plano de Aula de Geografia para séries iniciais.


PLANO DE AULA


GEOGRAFIA





Assunto: Espaço urbano e rural



Turma: 4ª série



Objetivos
- Reconhecer aspectos do ambiente natural como suporte das paisagens rurais e urbanas e avaliar seu uso e aproveitamento.
- Observar e reconhecer características de paisagens rurais e urbanas por meio da leitura de fotografias.


Conteúdos:
-Sistemas naturais
-Ambientes do campo e da cidade



Desenvolvimento
#Conversar com os alunos informalmente sobre situações de uso inadequado dos ambientes. Pedir que dêem exemplos que conhecem ou de que já ouviram falar. Nos exemplos trazidos pela turma, solicite que exponham quais seriam as prováveis causas das situações apresentadas e quais recursos ficaram comprometidos. Ouvir as opiniões de todos e em seguida propor que examinem as fotografias em anexo. Peça que observem os detalhes e que descrevam as características de cada um dos lugares, identificando problemas ambientais decorrentes de usos inadequados. Em pequenos grupos, eles poderão conversar sobre os eventuais usos que levaram a tais situações, organizar um pequeno quadro com as informações, numerando e nomeando as imagens e anotando problemas no uso e riscos oferecidos às pessoas e ambientes.
#
Retomar os quadros preparados pelos alunos na aula anterior e, se necessário, completar com novas informações. Mostre, por exemplo, que a retirada das coberturas vegetais expõe o solo às águas das chuvas e ao escoamento superficial, contribuindo para acelerar processos erosivos e para intensificar o assoreamento de rios e córregos. Na cidade, a ocupação de encostas traz riscos de desmoronamento, ameaçando a vida de habitantes que não têm outras opções de moradia. No campo, o lençol de escoamento em solos expostos provoca ravinas ou escavações conhecidas como voçorocas, comprometendo a sua fertilidade. Destaque também que o acréscimo de matérias orgânicas nas águas dos rios pode causar o aumento do consumo de oxigênio pela ação de bactérias, comprometendo as formas de vida. Os dejetos jogados nos rios podem causar também a contaminação da água por resíduos tóxicos. Como já é conhecida, a poluição atmosférica por meio das instalações industriais, sistemas de energia e veículos comprometem a qualidade do ar pelo acréscimo de diversas substâncias, como o dióxido de carbono e de enxofre, chumbo e materiais particulados.
Com base na observação das imagens, proponha que os estudantes tragam imagens com outras situações de uso inadequado dos sistemas naturais no campo e na cidade. Auxilie a turma a montar um painel coletivo com as imagens selecionadas e proponha que escrevam um título para o trabalho e legendas para as fotografias. Sugira à turma que pense sobre usos alternativos e sustentáveis para as situações apresentadas. Com os alunos, organize na lousa um texto coletivo com as principais idéias e conclusões.



Recursos:
Fotografias de ambientes rurais e urbanos que mostrem a degradação do uso dos recursos naturais, lápis, borracha, papel pardo e canetinhas.




Avaliação
Para avaliar a aprendizagens dos alunos, leve em conta a produção realizada ao longo da seqüência didática. Leve em conta os objetivos previstos inicialmente para avaliar a evolução do aluno no que diz respeito à sua capacidade de expressão, escrita, compreensão do tema e da leitura e interpretação das imagens. Considere também a participação de todos nos trabalhos individuais e coletivos e nas rodas de conversa.


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